quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Insuficiência de linhas compromete transmissão de energia limpa do NE para o Sudeste

 Presidente da Rio Alto Energias Renováveis, Edmond Farhat

 A crescente produção de energia renovável no Nordeste do Brasil enfrenta um obstáculo crítico: a insuficiência de linhas de transmissão para transportar a energia gerada para outras regiões, especialmente o Sudeste, onde a demanda é maior. Esse problema gera preocupação entre investidores e especialistas do setor, como destaca o presidente da Rio Alto Energias Renováveis, Edmond Farhat.

Ele explica que, apesar do potencial significativo para geração de energia solar e eólica no Nordeste, a falta de infraestrutura adequada impede o pleno aproveitamento desses recursos. "Nós fazemos usinas solares na Paraíba e há uma quantidade enorme de projetos na região. No entanto, enfrentamos restrições de geração devido ao baixo consumo local e à incapacidade de enviar essa energia para o Sudeste, pela insuficiência de linhas de transmissão", afirma.

O CEO discorrerá sobre o tema “Mudanças climáticas - energias renováveis” às 14h do próximo sábado (17) no Centro de Convenções, em João Pessoa (PB) durante o Congresso Estadual de Engenharia, Agronomia e Geociência realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do estado, cuja programação pode ser conferida clicando aqui

O Brasil possui atualmente 179.311 km de linhas de transmissão que atendem ao sistema nacional interligado. Deste total, 12,8% da capacidade instalada é de energia eólica e 5% de solar. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Nordeste tem mais de 71 mil megawatts (MW) de projetos autorizados para construção, incluindo quase 19 mil MW de eólica e 52,2 mil MW de solar. Essa situação cria uma "fila de espera" para a interconexão na rede.

Sinal de alerta

Farhat ressalta que muitas usinas, tanto solares quanto eólicas, enfrentam restrições de operação em municípios como Coremas e Santa Luzia. "Isso já está gerando problemas e vai espantar investimentos se não houver uma reformulação estrutural do setor para melhorar essa condição", alerta.

A carência de infraestrutura limita a geração de energia e desestimula novos investimentos, afetando o desenvolvimento econômico e a transição para uma matriz energética mais limpa. Com o consumo anual de energia elétrica no Brasil crescendo cerca de 4% ao ano, é crucial que o sistema de transmissão evolua para atender à crescente demanda e apoiar a transição energética.

Resolver esse impasse é vital para o desenvolvimento econômico do Nordeste e para o avanço do Brasil em direção a uma matriz energética sustentável e resiliente.

Em linhas gerais, o sistema elétrico do país é dividido em geração, transmissão e distribuição. As geradoras produzem a energia, as transmissoras a transporta até às subestações nos grandes centros consumidores e as distribuidoras levam a energia até às unidades consumidoras.

A energia gerada precisa ser transportada para o sistema integrado nacional SIN por meio das linhas de transmissão, que hoje são insuficientes, ou seja, sem essas transmissoras a energia não chega nos principais centros consumidores.

SIN

Criado em 1998 através da resolução 351/98 do Ministério das Minas e Energia, em conformidade com a Lei 9.648/98 e o Decreto 2.655/98, o Sistema Interligado Nacional é um sistema de coordenação e controle, composto pelas empresas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte, que congrega o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil. É um sistema hidrotérmico de grande porte, com predominância de usinas hidrelétricas e proprietários múltiplos, estatais e privados. 


quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Governo do RN investe R$ 80 milhões em melhorias das estradas do Agreste

Foto: Sandro Menezes

 Com um trecho em fase de conclusão, dois em obras e mais cinco previstos para o segundo semestre deste ano, o Programa de Restauração de Rodovias Estaduais avança no Agreste Potiguar. Faltando alguns ajustes na pavimentação, o percurso da RN-120, entre São Paulo do Potengi e o entroncamento com a BR-304, primeiro a ser concluído, agora pode ser feito em 20 minutos com segurança e conforto, obedecendo os limites de velocidade permitidos pelo Código de Trânsito Brasileiro.

 Na RN-203, que vai de São Paulo do Potengi a São Tomé, estão sendo feitos o serviço de fresagem, que é a retirada do asfalto antigo para reciclagem, e a reconstrução dos trechos críticos. Na RN-093, um terço do serviço já foi realizado.  E para setembro está previsto o início da restauração dos 27 quilômetros da RN-092, de Japi ao entroncamento da BR-226.

 O Lote 3 do programa de restauração tem sete trechos rodoviários no Agreste e investimento de R$ 80 milhões. Nessa conta não está inserido o trecho São Tomé/Cerro Corá, que será implantado pelo Governo do Estado com recurso oriundo de emenda da bancada federal, inserido no Orçamento da União por indicação da governadora Fátima Bezerra. O processo de licitação está em curso.

“A restauração das estradas é uma importante ação de nosso governo. Não estamos fazendo um remendo, um tapa-buraco, mas uma reforma de verdade, duradora, ousada. Quando incluímos essas rodovias [do Agreste], levamos em conta a importância delas para alavancar a interiorização do turismo, impulsionar as cadeias produtivas e promover o bem-estar e a segurança das pessoas que por elas trafegam. As estradas são um vetor importante de desenvolvimento”, disse a governadora Fátima Bezerra.

 A diretora geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN), Natécia Nunes, informa que é necessário um tempo de “cura” do asfalto para que seja iniciado o processo de sinalização horizontal e vertical nos 10 quilômetros da RN-120. Isso ocorrerá em 30 dias após o término da obra. Para reforçar a segurança de motoristas e pedestres, o Detran colocou placas indicativas de rotas rodoviárias e de advertência em pontos de potencial perigo que exigem atenção redobrada dos condutores. Também foi implantada uma faixa de pedestres em frente ao prédio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN).

 

Médicos da Paraíba elegem Chapa 1 para representar estado no Conselho Federal de Medicina

Os médicos paraibanos elegeram, anteontem e ontem, os representantes da Chapa 1 “A gente sabe quem faz”, Bruno Leandro de Souza (titular) e Antônio Henriques de França Neto (suplente), para integrarem a nova gestão (2024-2029) do Conselho Federal de Medicina (CFM). Eles receberam 3.962 votos, representando 69,35% dos votos válidos, ou seja, quase 70%.

As Eleições CFM 2024 ocorreram de forma simultânea em todos os Conselhos Regionais de Medicina do país, sendo a votação e apuração totalmente digital. O encerramento da votação ocorreu às 20h de ontem e foram computados mais de 400 mil votos em todo o país.

Todo o processo eleitoral foi normatizado pela Resolução CFM nº 2.335/2023 e acompanhado por uma empresa de auditoria, contratada pela autarquia, para atestar, mediante laudo técnico, sua validação. O resultado das Eleições CFM 2024 está disponível no Site das Eleições (www.eleicoescfm.org.br).

Os médicos eleitos em todos os CRMs tomarão posse no Conselho Federal de Medicina em 1º de outubro deste ano e cumprirão mandato de cinco anos até 1º de outubro de 2029. De acordo com a legislação, o cargo é honorífico, ou seja, sem remuneração.

Justificativa de voto

Os médicos que não puderam votar podem justificar o voto em até 60 dias após o encerramento da votação. Caso contrário, será aplicada a multa prevista em lei, conforme estabelece a Resolução CFM nº 2.335/2023. O formulário de justificativa de voto está disponível no Site das Eleições. Para os médicos com mais de uma inscrição, basta justificar em apenas um dos CRMs no qual está inscrito.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Chegou a hora da largada do Time Brasil de Salto em Paris 2024

 

Rodrigo Pessoa e Major Tom no reconhecimento da arena em Versailles
(Luis Ruas / CBH)

Entre 1 e 6/8, a modalidade Hipismo / Salto vai definir os campeões por equipes e individuais nos Jogos Olímpicos de Paris 2023. Competem nos jardins do Palácio de Versailles, sede do hipismo, 75 conjuntos, de 20 países e 15 individuais. A exemplo dos Jogos de Tóquio, as equipes são formadas por apenas três conjuntos, ou seja, sem possibilidade de descarte.

O Time Brasil é formado por Rodrigo Pessoa, que entra para história olímpica do Brasil com recorde de oito participações, montando Major Tom, Stephan Barcha, em sua segunda participação olímpica, que apresenta Primavera, Yuri Mansur, melhor brasileiro em Tóquio 2020+1, dessa feita, com Miss Blue, e Pedro Veniss que disputa sua 4ª Olimpíada, que monta Nimrod de Muze.

Um dos diferenciais da equipe são as duas éguas Brasileira de Hipismo, nascidas e criadas no país: Primavera, criação do Haras Montana e propriedade do Haras Império Egípcio, e Miss Blue, criação do Haras Rosa Mystica e propriedade de Thalita Olsen de Almeida da Blue-Saint-Blue Farm.

O preço do amanhã: João Teodoro suscita reflexões sobre escolhas e consequências


 Em um mundo onde cada decisão reverbera no futuro, a sabedoria popular nos alerta: "quem planta vento colhe tempestade". Essa metáfora poderosa nos convida a refletir sobre as escolhas que fazemos hoje e suas repercussões inevitáveis. O presidente do Sistema Cofeci-Creci, João Teodoro da Silva, nos guia por essa reflexão profunda, destacando a importância de nossas ações presentes na construção de um futuro desejável.

A expressão "o preço do amanhã" carrega consigo uma carga filosófica e espiritual, enraizada na sabedoria popular e também em textos bíblicos. No livro de Oséias, ela ilustra a tumultuada relação do povo de Israel com Deus, onde o afastamento dos ensinamentos divinos trouxe calamidades. "Nossas escolhas e comportamentos têm reflexo direto em nossas vidas e no mundo que nos rodeia", afirma JT, ressaltando a lei natural da causa e efeito, um princípio universal que permeia diversas religiões e a própria física.

A essência dessa expressão lembra e alerta que agir com desonestidade, irresponsabilidade ou maldade inevitavelmente trará consequências negativas. Por outro lado, ações pautadas na bondade, honestidade e responsabilidade quase sempre resultam em bons frutos. "Estamos contribuindo para um futuro melhor, para nós e todos que nos rodeiam", enfatiza, sublinhando a conexão inegável entre o presente e o futuro.

Mundo corporativo

A reflexão ganha ainda mais importância neste cenário cada vez mais complexo e interconectado, decisões impensadas podem levar à extinção de corporações inteiras. "O futuro do trabalho, individual ou coletivo, exige responsabilidade e consciência antes nunca vistas", alerta Teodoro. Boas organizações investem em planejamento estratégico e liderança consciente, capazes de superar desafios e aproveitar oportunidades futuras.

A liderança, nesse contexto, destaca-se como um fator essencial. A escolha de um bom líder pode determinar o sucesso e a longevidade de qualquer empreendimento. "Liderança eficaz é fundamental para o sucesso e longevidade de qualquer tipo de empreendimento", enfatiza Teodoro. Líderes tóxicos ou ineficientes criam ambientes de trabalho negativos, marcados pela baixa moral e desmotivação, impactando diretamente na produtividade. "A escolha certa do líder pode levar a empresa ao ápice; a equivocada, pode levá-la a perder todas as conquistas anteriores", acrescenta João Teodoro.

Sementes que definem colheitas

Segundo ele, a reflexão sobre o preço do amanhã nos convida a agir com consciência e responsabilidade, tanto na vida pessoal quanto no ambiente corporativo: “Cada escolha, cada ação, é uma semente plantada que definirá o tipo de colheita que teremos no futuro. Que possamos, então, plantar sementes de bondade, honestidade e responsabilidade, garantindo um amanhã próspero e harmonioso para todos”.

E, parafraseando Peter Drucker, o pai da administração moderna, que revolucionou a gestão empresarial com suas ideias inovadoras sobre liderança e eficiência organizacional: conclui: "A liderança é a elevação das visões de uma pessoa a altas visões, a elevação do desempenho de uma pessoa a um padrão mais alto, a construção da personalidade além de suas limitações normais."


Olimpíadas inspiram atividades em unidade socioeducativa feminina de Natal

 Aproveitando a realização das Olimpíadas de Paris 2024, o Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino - Casef Pe. João Maria, em Natal, está promovendo atividades que evocam o tema e o chamado “espírito olímpico”, um conjunto de valores que inclui amizade, excelência e respeito.

 

A unidade feminina de internação ofereceu palestra educativa, práticas esportivas e oficina com colagem e pintura. As disputas também são levadas à unidade.

 

Planejamos a competição de lançamento de dardo na sala, vôlei e futebol no campinho de areia. Cada adolescente escolheu um país para representar. Na sexta-feira, será o encerramento das competições e a premiação do país que mais somou pontos”conta a subgerente técnica da unidade, Monalyza Firmino, ao lembrar que o esporte tem a capacidade de mudar vidas e pode ser uma importante ferramenta na socioeducação, na medida em que exige disciplina e melhora a saúde física e mental.

 

As adolescentes elaboraram cartazes com símbolos olímpicos e bandeiras do Brasil para entrar na torcida, pois a unidade está exibindo alguns dos jogos nos horários de jornada pedagógica.

 

Elas gostaram especialmente das disputas de ginástica feminina, cuja final em grupo foi vista na quarta-feira (30/7) e o Brasil saiu com o inédito bronze. Há preferência na exibição de competições femininas (individual ou em grupo), servindo assim como exemplo a elas. Também estão na programação da unidade natação e jogos da seleção feminina de vôlei.

 

 

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Construtora inova com sustentabilidade e orienta sobre financiamentos


 Adquirir um imóvel na planta pode ser um excelente negócio, especialmente quando a compra é feita de uma incorporadora com solidez e credibilidade. Essa escolha proporciona garantias ao longo dos anos, independentemente das variações dos cenários econômicos. A aquisição de imóveis na planta quando é regida pelo regime de incorporação oferece segurança e garantias ao adquirente.

"Esse regime responsabiliza o adquirente pela parte financeira negociada entre as partes na assinatura da promessa de compra e venda e a incorporadora assegura a entrega do imóvel", explicou o engenheiro civil e diretor-executivo da Alliance, Marcelo Fam durante entrevista ao jornalista Cândido Nóbrega, que pode ser conferida aqui

Segundo ele, uma boa análise para estudar a valorização do investimento é comparar os preços de imóveis já entregues com os preços de quando estavam na planta: “É raro encontrar casos em que essa regra não funcione bem. Fundamental ainda escolher uma incorporadora que honre seus compromissos, como a Alliance, o que torna o investimento uma opção segura e vantajosa.

Sustentabilidade

A sustentabilidade é uma prioridade na construção civil moderna e várias práticas vêm sendo adotadas dia a dia para transformar a realidade das obras e do produto final de forma a atingirem padrões também de sustentabilidade.

"O reuso da água, com a captação de água pluvial para fins restritos, a utilização de recursos do processo de industrialização do setor e a gestão de materiais, com cada vez menos desperdício são essenciais”, pontua, lembrando que é bom para o meio ambiente, para a obra, para as pessoas envolvidas e para o resultado final do empreendimento.


Paraíba inaugura primeira Escola de Notários e Registradores do NE com capacitação sobre Provimento do CNJ

  A inauguração da instituição ocorreu na manhã da última sexta-feira (28) no auditório da Escola Superior da Magistratura, no Altiplano, em...