segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Corpo de Bombeiros ganha novo Centro de Saúde

Foto: Sandro Menezes/Assecom

 O Governo do RN continua investindo para fortalecer e valorizar os órgãos que compõem o sistema de segurança pública do Estado. Nesta quarta-feira (23), a governadora Fátima Bezerra assinou a ordem de serviço para construção do prédio próprio do Centro de Saúde e arquibancada da piscina do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte.

"Estamos cumprindo mais uma etapa da valorização do Bombeiros e policiais militares no RN. O novo prédio para o Centro de Saúde vai assegurar atendimento de qualidade e eficiente para a corporação e para os policiais militares", afirmou a governadora no ato de assinatura realizado na sala de reuniões da Governadoria em Natal.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Araújo reforçou a importância do atendimento de saúde para as corporações militares, somando com os serviços já prestados pelo Hospital da PM. Comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luiz Monteiro declarou que as novas instalações do Centro de Saúde "significa grande conquista que vai melhorar a qualidade de vida".

O investimento é no valor de R$ 2.412.817,35 milhões, recursos oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública - parcelas 2021 e 2022. A empresa responsável pelas obras é a Abart Engenharia LTDA com prazo de execução de 300 dias.

Governo do RN apresenta oportunidades de investimentos à embaixadora da Alemanha

 A governadora Fátima Bezerra recebeu em audiência nesta sexta-feira (25) a embaixadora da Alemanha no Brasil, Bettina Cadenbach, o Cônsul-Geral da Alemanha para o Nordeste, Johannes Bloos, o Cônsul Honorário da Alemanha no RN, Axel Geppert e o adido político da Embaixada, Sr. Ulrich Von Schröter.

A chefe do Executivo no RN fez uma explanação sobre as potencialidades econômicas do Estado, especialmente no campo das energias renováveis, hidrogênio verde e amônia. Fátima Bezerra também detalhou o projeto do Porto Indústria Verde, no município de Caiçara do Norte, que será o primeiro da América Latina especificamente voltado para as energias renováveis e derivados.

 

Como presidente do Consórcio Nordeste Fátima citou as missões realizadas à Europa, inclusive visitando a Alemanha, em busca de investimentos para o Estado e para a região. "A descarbonização do planeta precisa se dar com sustentabilidade e de forma socialmente justa. O Brasil e a Alemanha têm em comum a defesa de um mundo com paz e democracia", afirmou a governadora.

 

Bettina Cadenbach, por sua vez, pontuou que "Alemanha e Brasil têm parceria estratégica nas áreas de energia e ecologia e compromisso com o crescimento econômico socialmente justo. E o Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina".

 

Sobre educação pública, Fátima mostrou os avanços conquistados com as escolas técnicas profissionalizantes que também ofertam cursos voltados para as energias renováveis e que empregam junto às grandes empresas do setor. Registrou o caso da Voltália, companhia francesa que instalou seu centro de controle mundial no município de Mossoró e emprega profissionais formados no IFRN de João Câmara. Também disse da ampliação de 59, em 2019, para 174, hoje, das escolas públicas estaduais de tempo integral, além dos Institutos Estaduais de Educação Tecnológica (Ierns).

 

Ainda foi tratado na reunião sobre a produção de hidrogênio verde. O RN é o primeiro estado do Brasil que vai implantar projeto de produção do combustível, a partir da energia solar, para descarbonizar usinas termoelétrica. O RN também será o primeiro estado a ter uma planta de hidrogênio verde para abastecer a indústria cimentícia, no caso a fábrica Mizu. "A primeira nota fiscal da indústria do hidrogênio verde no Brasil será emitida pelo Governo do Rio Grande do Norte”, declarou a governadora.

 

Ao receber os representantes do governo alemão, Fátima Bezerra esteve acompanhada dos secretários de Estado Sílvio Torquato (Sedec), adjuntos Ivanilson Maia (GAC), Hugo Fonseca (Sedec), Danielly Rego (Setur) e do presidente da Emprotur, Raoni Fernandes.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Do papel ao digital: a jornada de modernização dos cartórios brasileiros, segundo Cláudio Marçal


 Na complexa teia de serviços essenciais à sociedade brasileira, os cartórios extrajudiciais desempenham um papel fundamental e segundo o presidente do Sindicato dos Notários e Registradores de São Paulo, Cláudio Marçal, o setor tem vivenciado uma evolução significativa, marcada por inovações tecnológicas, voltadas a uniformização, aperfeiçoamento e modernização dos serviços prestados.

Com mais de 40 anos de atividade, ele continua a observar diariamente essa evolução, conforme conferido durante entrevista no 3º Tabelião de Protesto de Letras e Títulos da Comarca da Capital de São Paulo, do qual é titular, concedida ao jornalista Cândido Nóbrega..

Liderança no Sinoreg-SP

Como presidente da entidade, Marçal tem sido um defensor fervoroso da modernização dos serviços notariais e de registro. Ele destaca a implementação de Centrais nacionais que facilitam o acesso a serviços essenciais, como a expedição de certidões e o cancelamento de protestos, eliminando a necessidade de deslocamento físico aos cartórios. “Hoje, todos os cartórios utilizam certificados e assinaturas digitais, tornando o uso de máquinas de escrever uma coisa do passado”, afirmou.

Contribuições ao IEPTB

Marçal também já ocupou a vice-presidência e a presidência interina do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil, fundado em 5 de outubro de 1988. Durante seu mandato, ele enfrentou desafios significativos, como a necessidade de estabelecer normas administrativas junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sob sua liderança, foram criados o Banco de Dados Nacional de Informações de Protesto e a postecipação dos emolumentos em âmbito nacional.

A conquista de uma lei nacional para o protesto de títulos, em setembro de 1997, foi um marco importante dessa uniformização. “Foi uma experiência vasta e gratificante”, relembra Marçal, destacando o esforço coletivo de colegas de diversas regiões que contribuíram para a consolidação do Instituto. Entre eles, Dr. Leo Barros Almada, o primeiro presidente do Instituto e o Dr. Germano Toscano de Brito, que foram incansáveis na luta pela fundação tanto do Instituto quanto da ANOREG.

“Tivemos colegas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro que correram o Brasil todo, colhendo assinaturas de tabeliães de protesto para o livro de constituição do Instituto”, acrescenta Marçal, evidenciando o esforço conjunto que foi essencial para o sucesso da iniciativa.

Papel na ANOREG-BR

Marçal também exerceu a presidência da Associação dos Notários e Registradores do Brasil, que no próximo dia 27 de novembro completará 40 anos de fundação, simboliza uma luta contínua pela atividade notarial de registro, marcada por conquistas históricas nas áreas de registro civil, notarial, de protestos, e de títulos e de documentos, como a Central Nacional de Certidões, a Central Nacional de Protestos e a Central de Registro de Títulos e Documentos.

“Participamos também ativamente junto ao Instituto de Registro de Imobiliários do Brasil (IRIV) à época sob a presidência do Dr. Flauselino Araújo, da proposta de criação .do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), órgão nacional do registro imobiliário, que resultou em provimento do Conselho Nacional de Justiça. A colaboração com o CNJ permitiu ainda a implementação de apostilamentos de documentos públicos, garantindo a sua validade em países estrangeiros vinculados à Convenção de Haia”, lembrou.

Essa trajetória reflete um compromisso contínuo de Cláudio Marçal com a inovação e a eficiência, assegurando que os serviços notariais e de registro no Brasil estejam alinhados com as melhores práticas internacionais e as necessidades dos cidadãos. Sua visão tem sido transformadora, acompanhando e contribuindo para a revolução tecnológica que torna os cartórios mais acessíveis e eficientes.


Energia limpa bloqueada: falta de infraestrutura de transmissão penaliza NE e aumenta risco de apagões no SE


 As restrições do setor elétrico para transmissão de energia renovável e a falta de linhas no Brasil, colocam em risco empregos e investimentos na Região Nordeste e exacerbam a crise energética no Sudeste. A Rio Alto Energias Renováveis, uma das maiores plantas de energia solar da América Latina, enfrenta desafios críticos devido a restrições de geração impostas pela falta de infraestrutura de transmissão, ameaçando empregos e investimentos.

Responsável pela instalação de um Complexo de Energia Solar na cidade de Santa Luzia, no Sertão da Paraíba, a empresa se viu forçada drasticamente a reduzir de 800 para 200 o número de colaboradores. Apesar de o Nordeste produzir energia solar e eólica em abundância.

Rico em potencial para geração de energia renovável, em abundância, o NE enfrenta um paradoxo: enquanto a região produz energia solar e eólica em abundância, a insuficiência de infraestrutura de transmissão impede que essa energia chegue ao Sudeste, resultando em apagões e tarifas elevadas tarifas elevadas devido à escassez de energia. A razão, segundo especialistas, é a insuficiência de linhas de transmissão que permitiriam o fluxo dessa energia para regiões deficitárias.

Recentemente, o estado de São Paulo enfrentou seu terceiro grande apagão em menos de um ano, deixando milhões de pessoas sem eletricidade por vários dias, conforme relatado por diversas fontes de notícias de credibilidade.

Investimentos inviabilizados

O CEO da Rio Alto, Edmond Fahrat, expressou sua frustração com a situação, destacando que a empresa está operando com uma restrição de geração de 40%, o que impacta diretamente seu faturamento. “É catastrófico para qualquer empreendimento que contava com geração plena”, afirmou. Com a energia já vendida, a empresa é obrigada a comprar no mercado para honrar seus compromissos, além de enfrentar custos adicionais com depósitos de garantia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Durante entrevista exclusiva ao jornalista Cândido Nóbrega, ele explicou que essa situação cria um custo inesperado e altíssimo, que penaliza severamente os investimentos já feitos, especialmente no Nordeste.

A situação é agravada pela falta de planejamento adequado por parte da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, que deveria ter previsto e executado a infraestrutura necessária para suportar a expansão da geração de energia renovável. “Já sabíamos a quantidade de energia que entraria no sistema, mas faltou planejamento para contemplar todos esses projetos”, criticou o executivo. A ausência de novas linhas de transmissão, que deveriam ter sido construídas para evitar o atual gargalo, é um reflexo direto dessa falha de planejamento.

Insegurança jurídica e regulatória

A crise ameaça o futuro dos investimentos em energia renovável no Nordeste e também coloca em risco a confiança de investidores internacionais. “Quem vai investir no país se você não tem a segurança da sua receita de amanhã?”, questionou o CEO, ressaltando que a insegurança regulatória e jurídica pode afastar novos investimentos. A continuidade das restrições pode inviabilizar projetos futuros, incluindo iniciativas promissoras como a produção de hidrogênio verde, que dependem da estabilidade e previsibilidade do setor energético.

Impacto econômico e iminência de colapso

O impacto econômico é significativo para a região, que já investiu bilhões em infraestrutura de energia limpa. A Rio Alto, por exemplo, já investiu R$1,2 bilhão, dos quais R$200 milhões foram destinados a estações de suporte para futuras usinas. Com as restrições atuais, a empresa enfrenta a possibilidade de rasgar esse investimento, o que seria um prejuízo monumental para a empresa e, consequentemente, para toda a economia do Nordeste, em especial a Paraíba que depende desses projetos para crescimento e desenvolvimento.

A situação atual exige uma resposta rápida e eficaz do governo para evitar a paralisação de investimentos e o colapso de um setor vital para o desenvolvimento sustentável do país. Sem uma solução imediata, o Nordeste, que poderia se consolidar como um hub de energia renovável, corre o risco de ser deixado para trás, penalizando ainda mais uma região que já enfrenta desafios econômicos significativos. A falta de infraestrutura adequada e o planejamento insuficiente são questões que precisam ser abordadas com urgência para garantir a continuidade dos investimentos e o desenvolvimento sustentável do setor energético no Brasil.

Região NE mais penalizada

Ele enfatizou ainda que se as restrições continuarem, muitas empresas poderão não sobreviver, o que levará a uma judicialização em massa dos contratos e acordos firmados. “Isso inviabiliza completamente qualquer outro investimento. Quem mais vai sentir isso é o Nordeste, porque é impossível com essa insegurança regulatória, jurídica, ter qualquer investimento futuro”, afirmou. A situação atual ameaça a continuidade dos projetos existentes e a viabilidade de novos empreendimentos, que são de suma importância para a expansão da matriz energética limpa do país.

A crise energética no Brasil, exacerbada pelas recentes medidas do Ministério das Minas e Energia e pela falta de infraestrutura, destaca a necessidade urgente de um planejamento estratégico que contemple a expansão das linhas de transmissão e a segurança regulatória. Só assim será possível garantir que o potencial energético do Nordeste seja plenamente aproveitado, contribuindo para a segurança energética do país e o desenvolvimento sustentável da região.


segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Última chance: inscreva-se no CIMI360 e participe de oficina exclusiva sobre multipropriedade, com Caio Calfat


 O CIMI360, evento de referência no setor imobiliário, está prestes a iniciar amanhã (terça-feira), trazendo uma programação imperdível para os profissionais da cadeia da indústria da construção civil. Entre os destaques do evento, a oficina "Multipropriedade como modelo de negócio", ministrada pelo renomado especialista Caio Calfat, promete ser um divisor de águas para os participantes.

 

A multipropriedade, conceito que revolucionou o mercado imobiliário brasileiro nos últimos 12 anos, será o tema central desta oficina imperdível. Calfalt, um dos arquitetos da legislação que regulamenta o setor, compartilhará informações preciosas sobre este modelo de negócio que desafia as expectativas e continua em franca expansão, mesmo em cenários econômicos adversos.

 

"É um fenômeno que cresceu de forma intensa e pulverizada no Brasil", afirma. "Hoje, contamos com 200 empreendimentos em 90 cidades de 19 estados brasileiros, um crescimento notável considerando os desafios econômicos enfrentados pelo país na última década."

 

O conceito de multipropriedade permite que várias pessoas sejam proprietárias de frações de um mesmo imóvel, cada uma com sua escritura individual. Esta inovação no mercado imobiliário ganhou força especialmente após a aprovação da lei em 2018, fruto do trabalho de Calfalt e de seus colegas na vice-presidência de assuntos turísticos e imobiliários do Secovi-SP.

 

Opção atraente para investidores e consumidores

 

A oficina promete desvendar os segredos deste modelo de negócio que tem resistido e prosperado mesmo em tempos de crise, como na última recessão econômica entre os anos de 2014 e 2017. Calfalt explica: "Vamos mostrar como a multipropriedade se tornou uma opção atraente para investidores e consumidores, especialmente em destinos turísticos menos conhecidos do grande público."

 

Os participantes terão a chance de aprender diretamente com um dos pioneiros do setor. As oficinas acontecerão no dia 15, ao meio-dia e às 16h, com réplicas nos dias 16 e 17 nos mesmos horários. 

 

Com as inscrições ainda abertas, o CIMI360 é um evento mandatório para quem busca se manter à frente no competitivo mercado imobiliário. Não perca a chance de participar deste evento transformador e descobrir como a multipropriedade pode ser a chave para o sucesso no setor imobiliário do futuro.

 

As vagas são limitadas; então, não deixe para última hora, sob o risco das vagas se esgotarem. Inscreva-se agora mesmo clicando aqui e garanta seu lugar nesta jornada de conhecimento e inovação do mercado imobiliário brasileiro.


Código de Normas Extrajudicial: Sugestões refletem o trabalho da atividade extrajudicial, afirma presidente da Anoreg-PB

O presidente da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg-PB), Carlos Ulysses de Carvalho Neto, destacou nesta sexta-feira o importante papel desempenhado pelo Presidente eleito do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho, enquanto Corregedor-Geral de Justiça, no apoio à atividade extrajudicial. Esse reconhecimento, conforme lembrou, teve continuidade sob a liderança cirúrgica do atual Corregedor-Geral de Justiça, desembargador Carlos Martins Beltrão, e do juiz corregedor Antônio Carneiro de Paiva Júnior.

As declarações foram feitas na sede da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), no bairro Altiplano, em João Pessoa, durante a entrega do texto base para a atualização do Novo Código de Normas Extrajudicial. O grupo de trabalho responsável pelas propostas, do qual a Anoreg-PB faz parte, apresentou aprimoramentos que abrangem todos os temas relacionados a atividade extrajudicial.

“Tenho plena confiança de que o Desembargador Corregedor-geral eleito, Leandro dos Santos, dará continuidade a esse caminho trilhado pela atual gestão da CGJ, Des. Carlos Beltrão. A atividade extrajudicial na Paraíba é crescente e esse compilado jurídico é fruto de um esforço coletivo e de um estudo profundo, com inúmeras horas de reuniões e discussões técnicas. A entrega deste trabalho representa o resultado de um esforço conjunto da categoria paraibana”, afirmou Carlos Ulysses.

União de conhecimento técnico e paixão pela profissão

Ao concluir seu discurso, o presidente enfatizou a união e o compromisso da classe: “Aqui não se trata de Anoreg, Arpen, Ari ou CNB, mas do esforço coletivo de cada delegatário que se uniu, movido não apenas pelo conhecimento técnico, mas também pelo amor à profissão. Agradeço ao ex-desembargador corregedor-geral de justiça, Romero Marcelo da Fonseca, cujo trabalho serviu de base para os avanços de hoje, e ao juiz corregedor, Dr. Antônio Carneiro, pela oportunidade de apresentar este trabalho, que, com certeza, será apreciado com o devido valor”.

Cândido Nóbrega

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Mercado imobiliário em transformação: o que revela pesquisa do Cofeci-Creci sobre perfil dos corretores de imóveis


 O Cofeci realizou uma pesquisa abrangente que redefine nossa compreensão sobre o perfil dos corretores de imóveis no Brasil. Realizado recentemente, o estudo mapeia as características demográficas desses profissionais e investiga suas motivações, desafios e perspectivas para o futuro.

 

Com uma amostra robusta de 9.261 entrevistas, a pesquisa revela um cenário complexo e multifacetado. Um dos dados mais surpreendentes é o alto nível de satisfação profissional: 96% dos corretores expressam orgulho pela profissão, enquanto 83% se declaram satisfeitos com sua carreira. Esses números contrastam com a percepção muitas vezes negativa que o público em geral tem da profissão, sugerindo um descompasso entre a realidade vivida pelos corretores e a imagem projetada para a sociedade.

 

O perfil demográfico dos corretores também traz revelações interessantes. A profissão ainda é predominantemente masculina, com 68% dos profissionais sendo homens. Este dado destaca significativamente a distribuição de gênero na população geral, onde as mulheres representam 51% dos brasileiros. Além disso, a pesquisa aponta para uma sub-representação de profissionais negros no setor, com 92% dos corretores se identificando como brancos ou pardos, o que levanta questões importantes sobre diversidade e inclusão no mercado imobiliário.

 

Valorização da carreira

 

No quesito educação, os números são animadores: a maioria dos corretores possui ensino superior completo, indicando um alto nível de qualificação acadêmica. Este dado é particularmente relevante quando consideramos que apenas 17,4% da população brasileira possui diploma universitário, segundo dados do IBGE, o que ressalta que a formação acadêmica sólida pode ser um fator muito relevante para a crescente profissionalização e valorização da carreira.

Estabilidade financeira

 

Um aspecto que chama atenção é a estabilidade financeira aparente dos corretores. A pesquisa revela que 62% possuem imóvel próprio e quitado, um percentual significativamente maior que a média nacional. Além disso, 90% dos profissionais relatam ganhar acima de R$ 3.422 mensais, que é considerada a renda média do brasileiro. Ainda mais impressionante, 19% dos corretores se encontram entre os 5% mais ricos do país, com rendimentos superiores a R$ 10.000 mensais

 

Competitividade e saturação

 

Contudo, o estudo também expõe desafios. A maioria dos corretores realiza menos de 10 vendas por ano, o que sugere um mercado altamente competitivo e possivelmente saturado em algumas regiões. Essa realidade pode explicar por que muitos profissionais buscam diversificar suas atividades, com interesse em áreas como avaliação de imóveis e participação em leilões.

 

A pesquisa também lança luz sobre as ferramentas e estratégias utilizadas pelos corretores. As redes sociais, especialmente Facebook e Instagram, são amplamente utilizadas como plataformas de marketing e networking. No entanto, há uma clara preferência por eventos presenciais, indicando que, mesmo na era digital, o contato pessoal ainda é valorizado no setor imobiliário.

 

Um dado curioso é que 33% dos corretores falam outros idiomas, uma habilidade que pode ser um grande diferencial profissional em um mercado globalizado, especialmente em regiões turísticas ou que atraem investidores estrangeiros.

 

Tendências futuras

 

O estudo do Sistema Cofeci-Creci também aponta para tendências futuras. Há uma demanda clara por maior capacitação, especialmente em áreas como avaliação de imóveis e novas tecnologias. Isso sugere que a profissão está em constante evolução, adaptando-se às mudanças do mercado e às expectativas dos clientes.

 

Em suma, a pesquisa revela um profissional de corretor de imóveis mais qualificado, satisfeito e financeiramente estável do que se poderia supor. No entanto, também expõe desafios significativos, como a necessidade de maior diversidade e a alta competitividade do mercado.

 

À medida que o mercado imobiliário continua a evoluir, impulsionado por mudanças tecnológicas e socioeconômicas, o papel do corretor de imóveis também se transforma. Esta pesquisa não apenas oferece um instantâneo valioso do estado atual da profissão, mas também fornece insights cruciais para moldar seu futuro. Para os aspirantes a corretores, investidores e até mesmo para os consumidores, compreender este novo perfil é fundamental para navegar no complexo e dinâmico mundo do mercado imobiliário brasileiro.

 

Cândido Nóbrega


Paraíba inaugura primeira Escola de Notários e Registradores do NE com capacitação sobre Provimento do CNJ

  A inauguração da instituição ocorreu na manhã da última sexta-feira (28) no auditório da Escola Superior da Magistratura, no Altiplano, em...