segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Essência de Salão de Eventos na PB pode ser apreciada também em outdoors


Uma imagem vale mais que mil palavras e a Exiba, empresa genuinamente paraibana, especializada em mídia externa, conseguiu mais uma vez, bem divulgar em outdoors espalhados por João Pessoa (PB) a essência do que é o Angelim Garden e seus diferenciais, como a privilegiada localização dada pela natureza ao ar livre, com verdejante grama como tapete e sombra de copas de frondosas árvores.

Mas não só: a brisa do rio Paraíba e o pôr do sol nacionalmente conhecido ao som do Bolero de Ravel na praia de Jacaré, no vizinho município de Cabedelo. Com poucos anos de aberto (interrompidos pela pandemia da Covid-19), o Salão de Eventos se consolidou no setor, também, claro, pelo nível de qualidade na prestação dos serviços.

É o que se conclui, por exemplo, da avaliação de clientes/usuários no seu endereço virtual. “Estacionamento gratuito e dentro do espaço. Banheiros super limpos e organizados. O acesso é rápido e fácil pela BR. Ótimo local para eventos”, registrou Antunes Filho, no que foi acompanhado em 175 comentários.

5 estrelas

Outra não foi a análise de Eveline Mahon, ao considerar como ótimas as instalações e muito bonito o local e o local muito bonito. Por sua vez, João Paulo registrou o testemunho: “Fui a um evento lá e achei simplesmente magnífico, parabéns a equipe”. Já Ivanete Saar se limitou a classificar o Angelim como 5 estrelas, o que foi suficiente para ser seguido em quase 100 comentários.

Melhor do que sonhar é poder realizar

“Enfrentamos e superamos momentos difíceis durante a pandemia e muito nos gratifica termos retomado o ritmo no atendimento a demandas como casamentos e aniversários”, afirmou o empresário Savigny Cunha Lima, proprietário do lugar propício a comemorações e celebrações, situado à Av. Pôr do Sol, 768, em Cabedelo. O contato para agendamento recomendável com antecedência, pode ser feito pelos números (83) 99311-3999 e (83) 99921-4344(WhatsApp) e maiores informações podem ser obtidas por meio do @angelimgarden.

Sobre a Exiba

Sediada em João Pessoa (PB), com presença estratégica na 2ª maior cidade do estado (Campina Grande) e em Caruaru (PE), a empresa possui trajetória consolidada de mais de três décadas como referência em mídia exterior na Região Nordeste do Brasil.

Desde a fundação, seu compromisso é proporcionar o máximo impacto visual, visibilidade e custo-benefício para os parceiros e anunciantes, por meio de investimentos permanentes em tecnologia de ponta e equipes qualificadas para garantir a produção de lonas, cartazes, painéis, front lights, painéis de LED, empenas e outdoors com a mais alta qualidade.

Referência regional

Reconhecida como a “Melhor Exibidora do Nordeste”, conta com mais 700 pontos estrategicamente distribuídos em Campina Grande, Caruaru e João Pessoa, que proporcionam a escolha ideal para quem busca exibir suas marcas nos locais mais exclusivos, o que assegura que a mensagem atinja o público-alvo com impacto e eficácia.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Da esperança ao prejuízo: como o Brasil sabota seu próprio potencial em energias renováveis


 O setor de energia renovável do Nordeste brasileiro enfrenta uma crise sem precedentes devido a restrições severas impostas pelo sistema energético nacional. O curtailment, prática de limitar a produção de energia para evitar sobrecargas na rede, tem limitado drasticamente a geração por empreendimentos como o Complexo de Energia Solar de Santa Luzia PB), operado pela Rio Alto Energias Renováveis, por exemplo.

Além de comprometer a produção e distribuição para outras regiões como a Sudeste, que pareceu com apagões em São Paulo, abalam a confiança de investidores e desestabilizam a economia.

Inaugurado há 8 meses com alta expectativa, o Complexo tem potencial para transformar a matriz energética da região Nordeste. No entanto, sua operação foi reduzida a um mínimo lamentável, com registros de 0 MWh e 32 MWH de produção nas últimas quarta e quinta-feira, respectivamente, decorrentes de restrições severas impostas pelas autoridades governamentais.

O número inicial de colaboradores do Complexo, de 800, foi reduzido para 100 e ainda é possível manter a estrutura que inclui áreas arrendadas de proprietários rurais que, há quase um ano, devido ao volume do investimento, criaram expectativas otimistas de renda a longo prazo.

Impactos locais: promessas não cumpridas

Além deles, toda uma cadeia decorrente dos empregos indiretos gerados, como comerciantes e hotéis, inclusive de municípios próximos, como Patos, a 43 km de distância, onde o Hotel Nord criou vagas até para mensalistas e, de olho nessa promissora oportunidade, iniciou a construção de outro empreendimento.

A realidade é amarga; afeta e impacta diretamente e inegavelmente as populações locais. A promessa de empregos e desenvolvimento, que uma vez manteve o Nordeste em uma direção otimista quanto à expansão de fontes geradoras de limpas de energia, agora oscila entre a incerteza e a indignação. Pequenos e médios empresários das regiões afetadas, que esperavam bons ventos de crescimento, sentem o peso das decisões centralizadas que desconsideram os efeitos locais e regionais.

Desafios de planejamento e infraestrutura

“Nos tornamos reféns de uma máquina descontínua e imprevisível que opera sem considerar o futuro a longo prazo", desabafa Edmond Fahrat, diretor-presidente da Rio Alto Energias Renováveis, empresa responsável pelo Complexo de Energia Solar de Santa Luzia. Essa situação caótica, reverberada pelos números crescentes de prejuízos, exige uma reação imediata e decisiva do governo brasileiro para reverter o cenário antes que a confiança dos investidores internacionais seja irremediavelmente danificada. Sem isso, qualquer esperança de transformar o Nordeste em um hub verdadeiramente global de energia renovável se dissipa.

O protagonismo do Ministério e as falácias de Davos

As raízes desse problema estão na ausência de um planejamento adequado por parte da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Embora a expansão da geração de energia renovável fosse previsível, a infraestrutura necessária para suportar esse crescimento não foi implementada. A falta de novas linhas de transmissão, essenciais para evitar o atual gargalo, evidencia essa falha.

E destacou: "Já sabíamos a quantidade de energia que entraria no sistema, mas faltou planejamento para contemplar todos esses projetos". Ele criticou a ausência de novas linhas de transmissão que deveriam ter sido construídas para evitar o atual gargalo.

Os recentes desenvolvimentos no setor energético do Brasil pressionam um dos maiores polos de energia renovável do país, assim como refletem também a aparente dissonância entre o discurso governamental e a realidade econômica enfrentada pelos investidores do setor. Durante um evento mundial em Davos, o Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, assegurava que a regulação do sistema elétrico nacional estava preparada para atrair investidores. No entanto, as empresas relatam perdas diante das restrições impostas, evidenciando um planejamento insuficiente e promessas não cumpridas.

O peso dos investimentos perdidos

“O que nós vemos hoje é um completo descaso com os investidores que acreditaram nas potencialidades energéticas do Brasil”, afirma Edmundo Fahrat, diretor-presidente da Rio Alto Energias Renováveis. “A estabilidade prometida não passa de uma falácia. Esperávamos garantias; o que recebemos foram obstáculos”

A crise ameaça o futuro dos investimentos em energia renovável no Nordeste e também coloca em risco a confiança de investidores internacionais. "Quem vai investir no país se você não tem a segurança da sua receita de amanhã?", questionou o CEO, ressaltando que a insegurança regulatória e jurídica pode afastar novos investimentos. A continuidade das restrições pode inviabilizar projetos futuros, incluindo iniciativas promissoras como a produção de hidrogênio verde, que dependem da estabilidade e previsibilidade do setor energético.

O impacto econômico é significativo para a região, que já investiu bilhões em infraestrutura de energia limpa. A Rio Alto, por exemplo, já destinou R$1,2 bilhão, dos quais R$200 milhões foram alocados para estações de suporte a futuras usinas. Com as restrições atuais, a empresa enfrenta a possibilidade de perder esse investimento, o que representaria um prejuízo monumental para a companhia e, consequentemente, para toda a economia do Nordeste, especialmente a Paraíba, que depende desses projetos para crescimento e desenvolvimento.

Um chamado à reforma urgente e transparente

Essas restrições operativas, que limitam drasticamente a capacidade de geração de energias renováveis, não apenas afetam as receitas das empresas como manifestam um impacto em cadeia, atingindo consumidores. “Limitar nossa produção é equivalente a esfriar o mercado com medidas que penalizam quem mais investiu” complementa Fahrat, salientando a amplitude dos prejuízos.

O cenário atual exige uma resposta rápida e eficaz do governo para evitar a paralisação de investimentos e o colapso de um setor vital para o desenvolvimento sustentável do país. Sem uma solução imediata, o Nordeste, que poderia se consolidar como um polo de energia renovável, corre o risco de ser deixado para trás, penalizando ainda mais uma região que já enfrenta desafios econômicos significativos.

A reflexão sobre a condução do setor é urgente. A continuidade nas promessas ilusórias de um planejamento energético estável pode levar a desastres econômicos ainda mais severos. “Estamos diante de um enigma que requer soluções, não mais palavras sem compromisso” ressalta Edmond Fahrat, conclamando por ações que alinhem os ideais de crescimento sustentável com as realidades operacionais do setor.

Em suma, a falta de planejamento e a ausência de infraestrutura adequada por parte das autoridades competentes comprometem o presente e colocam em xeque o futuro da energia renovável no Brasil. É imperativo que medidas sejam tomadas para reverter esse cenário e garantir a continuidade dos investimentos e o desenvolvimento sustentável da região.

A necessidade de reformas, transparência e alinhamento estratégico

A situação evidencia a urgência por reformas significativas na gestão do setor elétrico. Como sugerem os críticos, um alinhamento entre aspirações regulatórias promovidas em palcos internacionais e implementações práticas no solo nacional é imperativo. Sem isso, o país corre o risco de afastar investidores internacionais, perdendo a chance de se consolidar como líder energético global.

A narrativa dominante, segundo especialistas do setor, anula as promessas otimistas de desenvolvimento energético sustentável, destacando a necessidade de uma reorganização regulatória focada em resultados tangíveis e uma governança comprometida efetivamente com a estabilidade e viabilidade do setor renovável. Edmond Farhat finaliza: "A realidade precisa ser vista, preservada e reformada, não mascarada por discursos vazios."

O futuro do setor energético e do desenvolvimento econômico do Nordeste está claramente em jogo. Medidas práticas e diligentes devem ser executadas para garantir a continuidade e o crescimento sustentáveis, recuperando o Brasil como um protagonista renovável.

Diante desse trajeto árduo, torna-se incontestável a necessidade de o Brasil alinhar suas práticas energéticas com seus potenciais discutidos em palanques internacionais. Através de medidas globais coesas e conduzidas com a necessária transparência, o país pode estabelecer as bases de um desenvolvimento sustentável genuíno. Assim, a confiança internacional pode ser regenerada, permitindo que o Brasil, e especificamente o Nordeste, reiniciem seu percurso rumo à consolidação como líderes em energia renovável, inspirando segurança e concretizando um impacto positivo tanto local quanto globalmente.

Cândido Nóbrega

Governadora Fátima Bezerra fará a leitura da mensagem anual nesta terça-feira (11)

 A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, irá nesta terça-feira (11) às 9h à Assembleia Legislativa do Estado (ALRN) para fazer a leitura da Mensagem Governamental.

Durante a solenidade, ela apresentará um balanço das ações do Executivo Estadual em 2024 e o planejamento para 2025. A leitura ocorre durante o exercício da 3ª Sessão Legislativa da 63ª Legislatura.

 

SERVIÇO

O QUE: Leitura da Mensagem Governamental

ONDE: Plenário Deputado Clóvis Motta da Assembleia Legislativa do RN (Praça 07 de Setembro – s/n – Natal/RN)

QUANDO: Terça-feira (11/02/2025), a partir das 9h

 

Perito contábil alerta sobre desigualdade entre contribuição e benefício de seguros de saúde e de vida


 Análise do especialista Elinaldo Barbosa, ex-presidente do CRC-PB, ex-auditor do TCE-PB e perito contábil revela disparidade entre o aumento das contribuições e o retorno final nos seguros de vida e saúde, destacando a necessidade de revisão dos critérios de reajuste.

No universo dos seguros, as disparidades entre o que se paga e o que se recebe são surpreendentes. A análise dos casos de seguros de vida e saúde ilustra essa realidade complexa e, muitas vezes, desfavorável ao segurado.

Uma das situações mais críticas ocorre no seguro de vida, principalmente idosos. Ao longo de quase 25 anos, as contribuições feitas pelos segurados se transformam em lucro puro para as seguradoras. Conforme destacado por ele ex-presidente do Conselho Regional de Contabilidade da Paraíba (CRC-PB) e perito contábil, a correção anual pela inflação e o fator de faixa etária anual aumentam significativamente a contribuição.

“O valor que eu pago mensalmente ao Banco do Brasil, que chamo de prêmio, tem um reajuste de mais de 5.000%, afirmou ele. Em contrapartida, o capital a ser recebido, ou destinado aos herdeiros, corrige-se apenas pela inflação, resultando em um aumento de pouco mais de 400%.

A correção da contribuição no seguro de vida ocorre anualmente, tanto pela inflação quanto pela faixa etária, enquanto o capital corrigido só pela inflação não reflete a mesma valorização. Essa discrepância entre o aumento da contribuição em 5.000% e o reajuste do capital em 400% revela uma injustiça gritante.

“Veja que diferença, que distorção está acontecendo. A impossibilidade de desistência sem perder anos de contribuição coloca o segurado em uma posição vulnerável, sem reembolso das contribuições pagas”, alerta.

Na impossibilidade de manter o pagamento do seguro de vida, causado pelo reajuste pela inflação e pelo fator de faixa etária anual, o segurado ao tentar negociar junto a seguradora uma forma de pagamento menor para não desistir do contrato, recebe uma proposta de reduzir o valor do prêmio, exemplo: 50%, com redução automática do valor do capital em idêntico percentual. Isto torna-se um verdadeiro assalto, pois reduz o prêmio que é reajustado com 2 índices, inflação e fator de faixa etária e reduz na mesma proporção o valor do capital, defasado, que é corrigido apenas pela inflação.

Saúde: custos crescentes com o tempo e perda total em caso de desistência

O seguro de saúde, por outro lado, apresenta desafios relacionados ao aumento dos custos ao longo do tempo. Inicialmente, o valor é aceitável, mas à medida que o segurado envelhece, as despesas aumentam exponencialmente. Hoje, por exemplo, um plano pode custar quase R$2 mil mensais, mesmo sem utilização efetiva.

E o que é pior, se o segurado não puder continuar pagando, perderá tudo o que contribuiu, pois não há reembolso.

A correção anual no seguro de saúde ocorre tanto pela inflação quanto pela mudança de faixa etária a cada cinco anos. Para muitos, acompanhar esses aumentos é inviável, criando um dilema sobre a continuidade do pagamento. A desistência significa a perda de todas as contribuições feitas, sem qualquer benefício ou retorno.

As distorções nos seguros de vida e saúde evidenciam a necessidade urgente de revisão nos critérios de correção e reajuste, conclui Elinaldo.

Sem uma adequação justa, os segurados se encontram em uma situação de contribuições desproporcionais em relação ao benefício final. A busca por um equilíbrio mais justo entre contribuições e retornos é essencial para garantir a proteção financeira que esses seguros deveriam proporcionar. Além disso, é importantíssimo que as seguradoras considerem a possibilidade de reembolsar parte das contribuições para não penalizar aqueles que eventualmente precisam desistir ou ajustar suas apólices, finaliza o perito.

Cândido Nóbrega

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Firme em continuar a fazer história, advogado paraibano descarta aposentadoria


 Advogado brasileiro com mais de quatro décadas dedicadas à profissão, ele garante que a aposentadoria não faz parte de seus planos, inspirado em colegas como Paulo Américo Maia, ativo aos 96 anos de idade e que simboliza notável longevidade profissional. “Mantenho o entusiasmo intacto, preparando-me para continuar contribuindo para o cenário jurídico brasileiro sem planos de desacelerar”, declarou ao jornalista Cândido Nóbrega.

Graduado pela Faculdade de Direito da UFPB, sua paixão se manifestou cedo, enquanto compartilhava seus conhecimentos como professor de Direito Administrativo e Eleitoral em sua cidade natal, Sousa, no Sertão da Paraíba.

Após ocupar o cargo de diretor da Faculdade de Direito ainda jovem, retornou ao seu escritório de advocacia até ser convidado pelo então governador do estado, Ivan Bichara Sobreira, para ser procurador do Estado. Em João Pessoa, atuou diligentemente até a sua aposentadoria, momento em que mergulhou ainda mais a fundo no Direito, inspirado e movido pelo desejo de honrar a memória de seu querido amigo e também advogado Nobel Vita, a quem descreveu, emocionado:  

Admiração, referência e convite

“A dedicação de Nobel ao seu escritório, em cada detalhe era meticulosamente cuidado pessoalmente, ele fazia tudo. Era uma luz para todos nós”, lembra com carinho do amigo querido. Quando Nobel faleceu, seu filho, Newton Vita, ainda estudante de Direito, não pôde assumir o escritório, e fui calorosamente convidado a continuar o legado”, lembrou.

Escritório raiz

E assim se passaram 12 anos, até Johnson fundar o seu próprio espaço colaborativo, firmemente enraizado na tradição familiar, até hoje localizado no mesmo endereço, na Rua Afonso Campos, centro da cidade: "Estamos aqui há mais de 40 anos atuando na política, especialmente na área pública", com estrutura conveniente e de fácil acessibilidade e confortáveis vantagens práticas, como localização e estacionamento” destacou.

Sua participação abrange o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e Tribunais Superiores, no estado de Pernambuco e no Distrito Federal.  

Nível de qualidade de Faculdades e de Ensino

Quanto à proliferação de Faculdades de Direito e nível de qualidade de ensino, revela certa preocupação também e principalmente quanto ao curso de Medicina, que em cidades pequenas chega a ter oferta por duas Instituições.

Ele aponta um caminho essencial, que é o da especialização, da pós-graduação, que pode oferecer aos jovens advogados e médicos, um preparo técnico sólido para um atendimento de qualidade à população.



Boom da construção civil: desafios na valorização profissional e o papel do Sistema Confea/Crea

 

O desinteresse crescente pelas profissões relacionadas à construção civil, especialmente entre as novas gerações, que outrora seguiam os passos familiares, tem se tornado um desafio significativo para o setor, o que compromete a oferta de mão de obra, sobretudo qualificada.

Este cenário de escassez é agravado pela contratação de engenheiros como, por exemplo, auxiliar de escritório, em flagrante desvio de função por várias empresas para pagar menos. Nesse contexto, o Conselho Federal de Engenharia se posicionou por meio de Nota Oficial contrário à nomeação de pessoas sem a habilitação técnica, formação ou registro adequados a cargos de alta relevância, exemplificando o caso concreto da vice-presidência de engenharia de expansão da Eletrobrás.

O recente crescimento do setor da construção civil no Brasil tem trazido à tona essa importante discussão – antiga - sobre a valorização dos profissionais de Engenharia, Agronomia e Geociências, marcada na década de 80 pelo caso do engenheiro formado em metalurgia pelo Mackenzie, Odil Garcez Filho, que após ser demitido e não conseguir emprego, criou lanchonete que se tornou bem conhecida na Av. Paulista, em São Paulo e no país, pelo simbolismo do nome: “O engenheiro que virou suco”, que durou 5 anos e retratou a realidade de milhares de profissionais da época da recessão.

Desinteresse crescente de calouros

Porém, a valorização da profissão passa, necessariamente, pela exigência de qualificação técnica para o gerenciamento de obras públicas e pela importância da defesa pelo Sistema Confea/Crea e de Sindicatos do piso salarial das categorias, muitas vezes desrespeitado até mesmo em concursos públicos, pois isto atrairia mais profissionais e contribuiria para reverter o preocupante e crescente desinteresse do número de calouros, o menor nos últimos 10 anos. Em 2014, eram 469,4 mil ingressantes em graduações da área, número que caiu para 358,4 mil em 2023, último ano com dados disponíveis

Salário mínimo profissional

A falta de interesse pela profissão, verificada também na Paraíba, é um reflexo das condições atuais de trabalho e remuneração, que precisam ser revisadas para acompanhar o boom do setor. A legislação determina que o salário mínimo profissional para engenheiros deve ser o equivalente ao valor de 6 salários mínimos, para uma carga horária de até 6 horas diárias de serviços e de 8,5 salários mínimos, para 8 horas diárias de serviços. A anuidade 2025 devida ao Crea-PB é de R$ 743,88.

Denúncias

É nesse sentido, de proteção aos profissionais, assim como na defesa e garantia de bons serviços prestados à população, que o Sistema Confea/Crea reitera o posicionamento divulgado em Nota Oficial, divulgando, inclusive, a plataforma para denúncias de editais que não cumprem a legislação vigente para as providências cabíveis, neste link.

Cândido Nóbrega

 

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Extrajudicial: Novo Código de Normas da PB inova com celebração de casamentos por RCPN’s e cumulação de atividade com magistéri


O juiz-corregedor Antônio Carneiro de Paiva destacou que além de trazer atualizações com relação ao Código de Normas Nacional lançado ontem, o Código de Normas do CNJ e o próprio normativo do Estado da Paraíba também traz algumas inovações em todas as atividades do Sistema Extrajudicial.


“São grandes avanços para o registrador civil, como a possibilidade, a autorização, através de uma delegação do juiz de um registro público, os oficiais do registro de pessoas naturais poderem a partir de então, fazer celebrar, presidir os casamentos civis”, citou.


Ele lembrou que isso já acontece em diversas unidades da Federação e disse que os próprios magistrados, a grande maioria, também ansiavam por essa inovação e a Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba incluiu essa autorização no Código de Normas.


Registro de imóveis


“Tem inovações também para o registro de imóveis, desburocratizando, dispensando a exigência de certas certidões, que antes eram necessárias para a escritura de imóveis, e nessa fluidez também, a atividade relativa aos protestos, normatizando a atividade da Central de Protesto (CENPROT), enfim, dando também a possibilidade de os delegatários poderem acumular a atividade da delegação com a atividade de magistério”, além da desburocratização da documentação relativa aos imigrantes e refugiados e a dispensa do visto do juiz do Registro Público nos relatórios do Farpen.


Código participativo


O presidente da Anoreg-PB, Carlos Ulysses Neto, se disse alegre por vivenciar esse momento histórico, de reformulação total do Código de Normas, feito por várias mãos com vários notários registradores participando. “Desde o primeiro momento, a CGJ-PB acolheu a ideia de ser um Código participativo, onde pegamos o melhor que existe no Brasil, as melhores decisões judiciais, a melhor doutrina, tudo com um único objetivo, de servir melhor à sociedade”, acrescentou.


E concluiu, enaltecendo que esse trabalho conjunto entre a Corregedoria e Associações de Classe, fez com que nascesse um Código, que é exemplo para todo o Brasil: “Estamos hoje reunidos para celebrar, celebrar o nascimento desta obra, primorosa que vai se estender por muitos anos de melhoria para a nossa atividade na nossa Paraíba”.


Gestão exitosa


Por sua vez, o diretor-primeiro tesoureiro da Anoreg-PB e diretor-geral da Anoreg-BR, Germano Toscano de Brito, elogiou a ação comandada pela CGJ-PB, como uma das principais da administração que finda e que trouxe uma novidade muito grande, que foi congregar os notários e registradores num Grupo de Trabalho que levantou todas as necessidades e atualizações para que que fosse possível um Código de Normas bom, atualizado e de grande prestação aos usuários dos serviços.


Na ocasião, foi entregue, ainda, uma comenda à delegatária Rainner Carneiro Marques Lima, responsável pela consolidação das propostas e redação do texto-base da minuta entregue pelo GT ao corregedor.


O desembargador corregedor-geral de justiça Carlos Beltrão Filho, externou os sentimentos de gratidão e de dever cumprido: “Estou encerrando um biênio em que eu e toda minha equipe tivemos muitos desafios vencidos, muito trabalho e muitas realizações. Fizemos muito em prol do Judiciário, dos cartórios e do jurisdicionado, numa jornada que deixou marcas e muito acrescentou à minha carreira”.


Cândido Nóbrega

Paraíba inaugura primeira Escola de Notários e Registradores do NE com capacitação sobre Provimento do CNJ

  A inauguração da instituição ocorreu na manhã da última sexta-feira (28) no auditório da Escola Superior da Magistratura, no Altiplano, em...